segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Gol lance-a-lance

Um dos carros de maior sucesso da indústria automotiva, o VW Gol tem uma história e um elo muito forte com o mercado sul-americano, sobretudo, o brasileiro. Afinal o Volkswagen Gol é um carro feito por brasileiros e para brasileiros, receita que só poderia resultar em empatia e carisma ainda mais emoldurado pelo logo Volkswagen que tanta história desse Brasil tem para contar.

Após dominar as ruas brasileiras por duas décadas, capitaneadas pelo carismático Fusca, a Volkswagen se via com um problema grande pela frente. A chegada dos modernos Chevrolet Chevette e Fiat 147 era iminente, e o Fusca, já antiquado para a época, não tinha mais como se modernizar. Apesar do relativo sucesso do Volkswagen Brasilia, também desenvolvido inteiramente no Brasil, a chefia da marca alemã não via neste modelo um carro capaz de desafiar os futuros concorrentes.

O INICIO

Começou-se a delinear, então, o projeto BX, ainda nos meados dos anos 70. Os primeiros protótipos já evidenciavam a inspiração do futuro modelo. Ao invés da Volks se basear nos primos europeus de mesma categoria, como o Polo, a equipe de design brasileira decidiu partir do esportivo Scirocco, como se pode notar pela traseira com caída bem inclinada e em duas etapas como nos modelos fastback, ou então como preferiram chamar os designers brasileiros, uma traseira cortada-a-machado.

Protótipos do Gol

Na parte mecânica, contudo, a Volkswagen iria cometer o maior erro na história do modelo ao apostar na consagrada, porém defasada, motorização arrefecida a ar do Fusca, porém montado na dianteira em posição longitudinal. A cilindrada escolhida foi a 1300, que passava de 38 para 42 cv.

Ao batizar o modelo a Volkswagen também esteve com contratempos. Primeiramente pensou-se em batizá-lo como Angra, em homenagem a cidade de Angra dos Reis no litoral do estado do Rio de Janeiro, porém o lançamento do modelo coincidiu com a inauguração da usina nuclear de Angra, e então o nome foi descartado, para evitar qualquer ligação em caso de uma possível catastrofe ambiental.

O nome Gol surgiu por acaso em uma das últimas reuniões antes do inicio da fabricação do modelo na cidade de Taubaté. Já baseando-se no mote de um carro feito por brasileiros para brasileiros, um executivo da montadora perguntou: Qual é a maior paixão do brasileiro? O futebol! Logo o nome Gol seria ideal, por representar um esporte intimamente ligado ao brasileiro, e também por fazer aproximação com o nome Golf. E além disso segue a linha de alguns modelos da Volkswagen com nomes inspirados em esportes como Polo e Derby ( ao contrário do que se pensa o nome Golf, é relativo a corrente de ar que sopra do Golfo Pérsico, fazendo relações com os ventos, praxe da Volks vide Passat, Santana e Bora.).

No primeiro semestre de 1980 o Gol era apresentado ao público em duas versões, a básica e a L. Com um desenho moderno e simples, uma boa área envidraçada o modelo teria agradado muito mais não fosse a malfadada motorização 1300 a ar. No interior elementos do mais luxuoso e moderno Passat com um desenho também inspirado no painel da Variant II, chamavam a atenção. O espaço interno, sobretudo no banco traseiro, era escasso principalmente se comparado ao Chevrolet Chevette. O porta-malas tinha uma ótima capacidade para 380 litros de bagagem.
Interior do Gol BX

O comportamento do carro era o principal ponto fraco do Gol, culpa do motorzinho 1300 ( a própria Brasilia era equipado com um 1500), pois a estabilidade e a dirigibilidade eram bons (excetuando-se a posição enviesada de condução, com o volante levemente deslocado para a direita). As vendas não decolaram.

Correndo atrás do prejuízo, a Volks lançou em 1981 o Gol 1600, ainda com motor a ar,porém de dupla carburação, nas versões S e LS com 56cv. Apesar de melhorado o Gol ainda continuou não agradando. A reviravolta estava por vir.

A REVIRAVOLTA
Descontente com as vendas a Volkswagen começou a apostar em variações, assim em 1981 surge o sedan Voyage equipado com o motor 1500 refrigerado a ar, oriundo do fastback Passat. Além da traseira destacada, o Voyage diferenciava-se do Gol pela posição das luzes de direção na dianteira, ao lado dos faróis e não no pára-choque.
Voyage 1982
O nome, que quer dizer viagem em francês, queria fazer associação do modelo com o requinte e o conforto, também estimulada pela versão GLS (além das versões L,S e LS, comuns ao Gol) um pouco mais requintada que a top de linha do Gol. Apesar de não ter feito um grande sucesso perante os concorrentes, o Voyage era uma das melhores opções do segmento que contava com o sedan Chevette, com o Fiat Oggi e com o Ford Corcel.

Em junho de 1982 surge a perua Parati, com apenas três portas (praxe da época) e a mesma mecânica do Voyage. Com um desenho mais jovial e esportivo que suas concorrentes, Fiat Panorama e Chevrolet Marajó, logo se tornou líder do segmento.
Parati 1986

Com as variações as vendas da família Gol subiram, e acabaram ocasionando o fim de produção do Brasilia, que fez muito sucesso, sendo só menor que o do Fusca, em 1982. No final do mesmo ano era apresentada a picape leve Saveiro para combater Fiat Fiorino, Ford Pampa e Chevrolet Chevy 500 (esta só chegaria em 83). A motorização da picapinha era a mesma 1.6 a ar do Gol.

Na linha 83 a Volkswagen apresentou um novo motor 1.6 a água para a Parati e o Voyage, também extendido ao Passat, com 81 cv. Em março surgia a versão quatro-portas do Voyage, que por conta da preferencia nacional, na época, para duas portas, acabou não tendo sucesso e morrendo em 1986.

Contudo o hatchback Gol ainda estava longe do título de carro-chefe da família, por conta da motorização a ar. As coisas começaram a mudar em 1984 com o esportivo Gol GT, que surgia com um potente motor 1.8 de 99cv ( o mesmo que seria lançado com o Santana, porém com melhorias vindas do mais bravo Golf GTi ), o esportivo surgia para combater o Ford Escort XR3, e logo se tornou um mito.
Gol GT 1.8
No desenho o Gol GT também agradava, e muito. Com grade na cor do carro, faróis de milha, spoiler sob o para-choque, rodas de aluminio de 14" e saida dupla de escapamento o GT agradou em cheio aos jovens. No interior bancos Recaro envolventes, console com relógio digital, instrumentos de grafia vermelha e volante de quatro-raios vindo do Passat TS. Para acompanhar o comportamento esportivo a Volks equipou o modelo com um câmbio de cinco marchas, que posteriormente foi extendido ao Voyage e à Parati.

Em 1985 o motor 1.6 á agua era aplicado às versões S e LS e também na Saveiro LS. A progressão foi evidente. No mesmo ano a frente do Gol sofre a primeira - de várias - pequena mudança, ficando igual a do Voyage. O velho 1600 a ar era relegado as versões de entrada de Gol e Saveiro. O Voyage GLS saia de linha para a entrada da versão Super.

Em agosto de 1985 surgem as versões AP dos motores 1.6 e 1.8, semelhante aos motores da Volkswagen alemã. Em novembro do mesmo ano o Voyage Super ganha a motorização 1.8 AP com 96cv, a versão mansa do motor do Gol GT.

A PRIMEIRA REESTILIZAÇÃO

Com a chegada do moderno Fiat Uno, as linhas do Gol começavam a aparentar-se antigas. Para combater essa velhice a linha 1987 era reestilizada. Frente baixa, para-choques envolventes em plastico injetado, e amplas lanternas traseiras eram as principais modificações estéticas.
As versões agoram eram a C, CL, GL, GLS (apenas no Voyage) e GTS (apenas no Gol). Nesse ano o Gol assumia a liderança do mercado brasileiro, posição que mantém até hoje, em uma soma de 21 anos. O Gol GTS ganhava importantes alterações estéticas, reforçando a posição esportiva do modelo: faróis de neblina integrados ao pára-choque, largas molduras laterais, novas rodas, e aerófolio traseiro, além do cobiçado volante quatro-bolas.
Voyage com a reforma da linha 1988

Por dentro nada foi modificado até a chegada da linha 88, sendo adotados dois modelos de painel diferenciados dependendo da versão do modelo. O mais refinado, para Voyage GL/GLS, Gol GTS e Parati GL, tinham teclas junto ao volante e instrumentos iguais aos do Santana. Este painel já era oferecido desde 1987 no Voyage e na Parati exportados para os EUA como Fox e Fox Wagon, respectivamente.

GTi : UM MITO E UMA REVOLUÇÃO!

No Salão do Automóvel de São Paulo em 1988 a Volkswagen apresentava um modelo que faria história: o Gol GTi 2.0, o primeiro modelo do mercado brasileiro equipado com injeção eletrônica.


Gol GTi

O esportivo era equipado com um potente 2.0 de 112 cv e logo se tornou em um dos carros mais cobiçados do mercado brasileiro, ainda mais se fosse azul como o modelo apresentado no Salão, o azul Mônaco. Com faróis de milha próximos a grade, molduras laterais e para-choques na cor prata, lanternas traseiras escurecidas e novo aerofolio, chegava aos 100km/h em impressionantes 8s5, com um comportamento ferozmente esportivo.

A Volkswagen do Brasil tinha acabado de assinar um acordo de cooperação com a Ford, dando origem a holding Autolatina. Essa associação chegava ao Gol com o motor CHT da Ford equipando o Gol CL 1.6. Um motor muito fraco.

Em 1991 nova reestilização:a dianteira da linha Gol ganhava traços mais arrendondados e faróis mais afilados, que ficou popularmente conhecido como Gol chinesinho. Na traseira de Gol e Parati sumiam os vincos fortes para dar lugar a uma seção mais clean, bem como para-choques mais altos na perua. O Voyage perdeu as lanternas com relevos e ganhou uma nova, mais afilada e com um desenho mais moderno.

Gol GTi chinesinho
Em 1992 surge o Gol 1000, como resposta ao Fiat Uno Mille, que estava subindo nas vendas por conta da nova lei de impostos para veículos de menor cilindrada. Com um motor Ford de 50 cv de funcionamento suave fez relativo sucesso. Em 93 o 1.6 voltava a ser oferecido pela Volkswagen, abrindo mão do fracote CHT de origem Ford. Os pára-choques agora vinham com a cor cinza e surgia o Voyage Sport 1.8 de 99cv o mesmo que equipou o Gol GTS, sendo oferecido posteriormente na Parati GLS.

GOL GERAÇÃO DOIS: O BOLINHA

Quatorze anos depois do lançamento as linhas retas do Gol ja não eram mais agradáveis, principalmente frente a concorrentes como o Uno Mille, o Escort Hobby e a coqueluche Chevrolet Corsa, de desenho ultra-moderno para a época (1994).

A Volkswagen não demorou a agir e começava a tomar forma o projeto AB9, também projetado somente no Brasil. Em setembro de 1994 surgia o Novo Gol com formas arrendondadas e inspiração do Golf europeu. As formas lhe renderam um carinhoso apelido: Gol Bolinha.
Gol bolinha

A mecânica permaneceu inalterada, e nas versões a principal mudança foi o fim da versão GTS, permanecendo apenas a GTi com faróis de duplo refletor e um estranho calombo no capô. O Voyage era descontinuado, sendo substituído pelo argentino Polo Classic em 1997, e a Parati também era reformada com um desenho muito harmonioso, porém ainda com três portas, assim como o hatch. A Parati GLS recebia o mesmo motor do Gol GTi porem com apenas 109 cv.

Parati 1996 bolinha

Por falar em GTi, ainda em 1994 ele recebia um novo motor 2.0 com 16v e potentes 145cv. Alguns meses depois surgia um novo esportivo: o Gol TSi com um motor 1.8,que foi rapidamente substituído pelo 2.0 do antigo GTi. O modelo quadrado continuou nas versões básicas e até recebeu injeção eletrônica no Gol 1000i, mas logo desapareceu.

Com o fim da Autolatina a VW se viu obrigada a desenvolver um novo motor 1.0, que surgiu em 1997 com o novo motor AT de 54 cv.

Só em 1998 a picape Saveiro era reestilizada ganhando as mesmas formas arrendondas e uma janelinha lateral. A capacidade da caçamba agora era de 700kg.


Em 1998 o motor 1.0 passava a ser equipado com 16 valvulas, oferecendo 69cv. Air-bags e cinco portas para Gol e Parati eram incorporados. A perua ganha também uma versão GTi mas que nunca vendeu muito bem, assim como o luxuoso Gol GLS. Também neste ano a Saveiro ganha a versão TSi com o 2.0 de 112cv e acabamento esportivo.

GERAÇÃO TRÊS: MOTOR 1.0 TURBO E FIM DO GTI
Em 1999, a Volkswagen lança uma reestilização do Gol, chamada de Geração III, com influências da nova identidade visual da marca baseada no luxuoso Passat. Desenho de vincos fortes e traços marcantes agradou muito aos jovens. Com um acabamento primoroso, o painel trazia um desenho parecido com o painel do Golf e do proprio Passat. A Saveiro G3 surgiu em março de 2000.

Gol Geração III

Dois novos motores apareceram junto com a reestilização um novo 1.0 16v de 76cv, com acelerador eletrônico E-Gas, e o novo esportivo Gol Turbo, com um motor 1.0 16V Turbo de 112cv. Em 2001 porém uma triste noticia, o GTi sai de linha por conta das baixas vendas do modelo.

A Parati e Saveiro, perdem a liderança de seus segmentos para as rivais da Fiat, Palio Weekend e Strada, mas o Gol permanece inabalável, apesar dos ataques cada vez mais ferozes do Fiat Palio.

Em 2002 a Volkswagen lança o Polo para o mercado brasileiro, atuando em um segmento imediatamente superior ao do Gol ( o novo segmento dos compactos premium ), ocasionando o fim das versões com motor 2.0.

Com a chegada do Fox em 2004, quem sairam de linha foram as versões 1.8, embora tenham voltado logo após. Também em 2004 o Gol ganha leves alterações estéticas, como um novo para-choque com frisos maiores e uma tomada de ar um pouco maior inspirada no sedan de luxo Phaeton, na traseira também novos frisos. Na Parati as lanternas ficaram mais retas e o porta-malas ganhou um vinco, lembrando o Golf Variant europeu.

Gol 2004 1.6 Total Flex
Também em 2004 o Gol é o primeiro carro brasileiro a ganhar a tecnologia flex-fuel, com o Gol 1.6 Total Flex.

GERAÇÃO QUATRO: EMPOBRECIMENTO

Em 2006 surge uma nova reestilização, batizada de Geração 4. A familia adere ao novo estilo de uma só vez. Faróis maiores inspirados no Fox, grade mais ampla, vincos fortes no para-choque subindo até o capô, recurso estilistico que lembra um "v" (inspirado na nova identidade visual da marca iniciada com o Passat). Na traseira elementos redondos, em todos os modelos, são inspirados também na nova identidade visual.

Gol Geração IV
Por dentro a maior decepção da nova geração: o Gol perdeu o acabamento primoroso do G3, trocado por um painel invadido por plásticos por todos os lados, com um desenho discretamente inspirado no do New Beetle, com o mesmo painel de instrumentos do Fox.

painel Gol GIV Rallye

Para se ter uma idéia da bola fora da Volkswagen ao equipar o Gol com este painel, para o mercado argentino o Gol era oferecido com o painel antigo. Enquanto o Gol regredia no acabamento, rivais outrora criticados por isso evoluiam, como o Chevrolet Celta, e o Fiat Palio.

Mais ou menos nessa época a Volkswagen começou a pensar em um novo Gol, ainda escondido dentro do codinome NF-231, agora baseado na moderna plataforma PQ-24 de Polo e Fox.

NOVO GOL, NOVOS CONCEITOS E NOVO VOYAGE
Agora em 2008 surge o Novo Gol. Com nova plataforma o carro é totalmente novo. O motor finalmente deixa de ser montado longitudinalmente, para ser equipado na transversal como em todo compacto moderno. A moderna família de motores EA-111 (1.0 e 1.6) traz ao Novo Gol um comportamento dinâmico totalmente revisto, auxiliado pelo novo câmbio de engates precisos. Dirigibilidade e estabilidade no padrão VW estão sendo elogiadas pelas revistas especializadas.

Novo Gol 2008

O desenho do Novo Gol traz muito da nova identidade visual da marca, com faróis inspirados no jipinho Tiguan, e um para-choque limpo como no novo Scirocco, que garantem um desenho muito elegante. Na lateral, uma nova seção, em substituição a que se mantinha desde 1995, com um aspecto esportivo e uma traseira inclinada como nos antigos Gols, emoldurada por forte vinco que guarda semelhanças com o Passat CC. O perfil chega a lembrar discretamente o antigo Skoda Fabia. Na traseira defletor de ar em todas as versões de série, o pára-choque alto e o corte irregular do vidro, bem como a disposição das luzes nas lanternas, lembram também o Scirocco,e garantem um aspecto esportivo.

Para o próximo Salão do Automóvel em outubro de 2008, espera-se a reedição de um sedan na linha VW, ainda que não se sabe se mantendo o nome Voyage. A nova Saveiro é esperada para 2009. A Parati, por enquanto, não tem lugar nessa nova família, sendo substituída pela SpaceFox. Rumores dão conta de que um utilitário esportivo compacto, ou uma multivan (como o Fiat Dobló) deverão surgir na nova familia.

Gol: uma história de 28 anos e vários recordes
A familia Gol têm tudo para manter-se como a linha de veículos de maior sucesso do mercado sul-americano, com mais de 6 milhões de unidades comercializadas. E se a continuação desse sucesso depender do novo modelo, a VW acaba de marcar mais um gol.

6 comentários:

pesconi disse...

-Espetacular reportagem, sou possuidor de um GOL-GT 1985 100% Restaurado.

Camilo Fontana disse...

Sou o proprietário e autor da foto do Gol LS 1983 que abre a matéria, não vi a referencia. Deixo ela aqui: flickr.com/camilofontana abraço!

èhH GrAu..... disse...

muito boa a reportagem cara
gostei msm tenho um gol 1996 1.6ap

Renato Bellote disse...

Sou autor da foto sobre o Gol GT 1986 vermelho e também não vi os créditos.
O ensaio completo está no seguinte endereço: www.garagemdobellote.com.br/2008/05/vw-gol-gt.html

um abraço

Roberto disse...

legal a reportagem tenho un gol gts 1987 padrao de carro reliquia da wolks e a prova que no passado fabricavan carros de verdade

Rildo disse...

Cara muito boa a sua reportagem, mais tem algumas imagens que não estão aparecendo e me deixaram muita curiosidade, se puder arrumar ficaria melhor ainda!